120 mil pessoas estão presas em campos de trabalho norte-coreanos, a maioria cristãos
04/06/2018 - 12h45 em Mundo Cristão

Apesar de todo o discurso do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-Um que haveria grandes mudanças em seu país, um novo levantamento indica que perseguição a fiéis não mudou.

O Relatório de Liberdade Religiosa Internacional, publicado pelo Departamento de Estado dos EUA, indica que cerca de 120 mil pessoas estão presas em gulags norte-coreanos. A imensa maioria são cristãos que não negaram a sua fé.

O documento, produzido anualmente, analisa o status da liberdade religiosa em todos os países do mundo e serve como balizador para ações no Congresso americano.

O governo norte-coreano não fala abertamente sobre esses locais, portanto o número de prisioneiros é uma estimativa baseada nas fotos obtidas por satélites que mostram a movimentação nos campos e no testemunho de ex-prisioneiros.

Um grande número de cristãos que conseguiram sair desses gulags compartilharam os horrores da tortura, do trabalho forçado e do abuso que ocorrem nos campos de prisioneiros, que o regime de Kim prefere chamar de “campos de reeducação”, previsto para crimes como a participação em uma igreja ou por evangelizar.

“O governo continua tratando duramente aqueles que se envolveram em quase todas as práticas religiosas, através de execuções, tortura, espancamentos e prisões”, afirma o relatório. “Estima-se que 80.000 a 120.000 desses que são considerados ‘presos políticos’, seriam mantidos em acampamentos localizados em áreas remotas, sob condições horríveis.”

Parte do estudo foi elaborado em colaboração com ONGs como a Christian Solidarity Worldwide, que monitora a perseguição a cristãos em todo o mundo. Eles apontam evidências que “a política de culpa por associação é frequentemente aplicada em casos de detenção de cristãos, o que significa que os parentes deles também foram presos, independentemente de suas crenças”.

Ainda segundo o relatório, o Centro de Base de Dados para os Direitos Humanos da Coreia do Norte], apresentou um relatório, em 2016, mostrando que “quaisquer atividades religiosas conduzidas fora das aprovadas pelo Estado, incluindo orações, cantos de hinos e leitura da Bíblia, podem levar a punições severas, incluindo a ida para os campos para prisioneiros políticos”.

Há uma grande coleção de relatos de pessoas. Um dos mais detalhados é de uma mulher que passou oito anos na prisão, acusada de “praticar o cristianismo”. “Durante seu aprisionamento, as autoridades lhe disseram várias vezes por dia para se arrepender de seu passado e tentaram fazer uma lavagem cerebral”, diz o relatório. “Ela relatou que outras seis mulheres que estavam presas no local apenas por frequentarem uma igreja foram espancadas até a morte ou morreram porque contraíram doenças e não tinham acesso a remédios”.

A Coreia do Norte esteve nos últimos 16 anos no topo do ranking, como o pior perseguidor de cristãos do mundo. A divulgação do relatório ocorre no momento em que autoridades dos EUA e da Coreia do Norte tentam negociar um encontro entre o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un. A pauta da necessidade de liberdade religiosa no país estaria entre os assuntos a serem discutidos. Com informaçõesChristian Post

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